Minha Leitura: O Diário de Anne Frank

03 fevereiro 2016

Olá docinhos, tudo bem com vocês?


  Como vocês devem ter visto, desde que eu mudei o modo de tratar dos títulos das resenhas aqui do blog (Funciona Mesmo? e O que ando Assistindo) eu não postei nenhuma resenha de livro (na verdade, desde que criei o blog, ele só teve três resenhas de livros!) e isso é absurdamente vergonhoso para uma pessoa que se diz aspirante a escritora, não é mesmo?

  Mas as coisas vão mudar, eu prometo, a começar pela primeira resenha de livro do blog em mais de um ano! Dessa vez eu escolhi O Diário de Anne Frank.

  Este é um livro que eu ganhei na escola quando estava no ensino médio (saudades ganhar livros na escola) porém, eu relutei muito em lê-lo porque sabia que se trata de um conteúdo sensível e temia ficar deprimida com ele (motivo pelo qual nunca li A Culpa é das Estrelas), mas eu tomei coragem, peguei minha xícara de chá e abri o livro.

Um pouco sobre:

  12 de julho de 1942 à 1ª de agosto de 1944. Ao longo desse período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silencio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração.

  Anne inicialmente seguiu para Auschwitz, e mais tarde para Bergen Belsen. A força da narrativa de Anne, com impressionantes relatos das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus, faz deste livro um precioso documento. Seu diário já foi traduzido para 67 línguas, e é um dos livros mais lidos do mundo. Ele destaca sentimentos, aflições e pequenas alegrias de uma vida incomum, a transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e releva a rara nobreza de um espirito amadurecido no sofrimento.


Minha Leitura:

  Quando você lê esse prefácio na contracapa do livro, já começa a leitura com uma ideia na cabeça, achando que o tempo todo só vai ter desgraça atrás de desgraça e que vai sentir vontade de chorar o tempo todo, bom, não é bem assim.

  Vamos começar lembrando que ela é apenas uma menina quando entra no Anexo Secreto, então tudo ali para ela é uma coisa nova as pessoas que dividem o local com a família dela (são, no total 8 pessoas) são pessoas que ela nem conhece e, também, ela tem seus próprios conflitos pessoas que uma garota na pré adolescência tem, problemas com os pais e com os outros por, segundo ela, “ninguém entende-la”.



  Uns dos pontos que eu considerei mais tristes não estando relacionados à guerra é o relacionamento que Anne tem com a mãe, sua mãe tem aquele pensamento de “Você tem que estar feliz porque existem pessoas que estão piores do que você no mundo”, só que, para uma garota que esta se tornando adolescente, o seu “mundo” se resume apenas àquilo que esta a sua volta, ainda mais se levarmos em conta o agravante de você estar presa em uma mini casa onde se tem horário até para abrir as janelas.


  O livro é pequeno, mesmo assim eu demorei mais de 2 meses para terminar de lê-lo, por quê? Porque simplesmente você se apega à Anne, você acaba se transformando na Kitty (apelido que ela deu ao diário) e se tornando amiga dela, e, bom, todos sabem que o diário acaba quando eles são descobertos e você simplesmente não quer que isso aconteça, você quer que ela tenha uma vida como ela deseja, torne-se uma escritora de sucesso (o tempo todo ela diz que não quer ser simplesmente uma dona de casa).


  Há muitos pontos a serem discutidos que são citados no livro (se eu citasse todos essa resenha ficaria enorme), ela escreve sobre politica, sobre a falta de direitos das mulheres e como ela tem esperança que no futuro seja diferente, tem os planos dela para seu próprio futuro, sem falar dos momentos em que ela cita todas as dificuldades que os judeus que não estão escondidos estão sofrendo ou fica triste por não ter mais a liberdade de sair na rua e depois fica sentindo-se culpada pois ainda existem pessoas que estão em situações muito piores do que as dela. Ela se abre com Kitty de um modo que não se abriria para nenhuma amiga e é isso que torna a leitura tão especial e única.

  É um livro que todo mundo deveria ler ao menos uma vez na vida.

  Ah, e sobre as citações, esse livro tem citações incríveis e se eu fosse coloca-las todas aqui, esse post não teria fim, por isso eu selecionei algumas das mais marcantes.



Não se esqueçam de me contar o que acharam!

2 comentários:

  1. Entendo o que está falando, livros que falam sobre o holocausto pra mim são mais do que eu posso aguentar. Eu nunca terminei o diário de Anne, pelo mesmo motivo, o medo! E ja sabia o final, até porque fiz um trabalho sobre ela no ensino médio, mas o problema nunca é o final não é mesmo? É a duracao.... Complicado, era o cotidiano dela no anexo, o desenvolvimento dela como menina e ser humano, acho que tenho que terminar logo esse livro! Bom, mas o importante são as coisas boas que se consegue extrair desse livro tão simples e profundo :)

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    1. Termine sim Taw, mesmo sendo uma leitura dificil e o fato de nos apegarmos a ele e não querermos o final, temos que seguir em frente né? Termine sim, você não vai se arrepender ♥

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