Olá docinhos, tudo bem com vocês?


  Quando Julia era bebê, todos a achavam adorável, com cachinhos nas pontas dos cabelos, olhos redondos e brilhantes e um sorriso fácil; “essa menina será modelo um dia” muitos diziam. Mesmo assim, incrivelmente nunca foi um desejo por parte da menina.

  Aos 5 anos, foi diagnosticada com uma doença respiratória e após muitas idas e vindas ao posto médico, um deles lhe prescreveu um remédio e, por alguma razão, receitou a dose adulta. Pouco tempo depois a menina estava inchada, ninguém pareceu ligar a relação ao remédio, então ela ingressou na escola como uma “menina gorda”.

  Coisa que Julia foi lembrada muitas vezes nos anos seguintes, além de outros apelidos e musiquinhas que eram cantadas para deixa-la mal por meninos que buscavam seu refúgio dentro do banheiro masculino, onde ela não podia alcança-los. Esse tipo de tratamento foi secretamente tornando-a desesperada por agradar os outros para que, desse modo, eles gostassem dela.

  “Viu como essa roupa ficaria mais bonita em você se você fosse magra?” disse-lhe alguém depois de pega-la vestindo uma blusa e encolhendo a barriga em frente ao espelho.

  Somente quando mudaram a medicação que ela finalmente começou a “emagrecer”, foi um processo lento e, mesmo assim, ela jamais chegaria ao padrão que os outros a considerariam magra.

  “Julia, você tem um rosto bonito, se fosse magra iria parecer uma barbie!” ela apenas abanava a cabeça e agradecia o “elogio”.

  Então, veio outra preocupação, as questões capilares, Julia sempre teve um cabelo muito volumoso que só seria cortado corretamente anos depois, quando veio a sugestão “por que não faz chapinha?” ela a agarrou como se fosse um bote salva vidas alisando suas mechas. Porém, mesmo de cabelo alisado ela não tinha coragem de andar com ele solto, era sempre um rabo de cavalo baixo, além disso, se fazia algo que era passível de chacota, ela se isolava e tentava não chamar atenção pelo resto do ano letivo pelo pavor de ser alvo de risadas.

  “Por que nenhum garoto olha pra mim”. O medo e a insegurança eram tamanhos que Julia se sentia inferior as outras garotas por ser a “única” que não atraia a atenção dos garotos, não receber pedidos de namoro, até mesmo por não ser assediada na rua. Como se isso fosse algum tipo de prova de beleza.

  Um dia, passeando com sua amiga -a qual passava muito tempo junto- viu um modelo de corte de cabelo curto, muito mais curto do que jamais tinha ousado, “eu quero esse”. E lá se foram muitos centímetros de cabelo no chão, e aquela pré adolescente nunca ficou tão sorridente na frente de um espelho.

  Apesar do passo na direção correta, Julia ainda tinha caminhos tortuosos pelos quais trilhar. Desventuras que renderiam até mesmo um livro, histórias entre o choro, a aceitação, a superação dos próprios preconceitos, o empoderamento e auto conhecimento. Julia teve que se esforçar a um ponto que nem achava que conseguiria para superar o medo de expor, e principalmente, o medo da opinião dos outros; somente ali ela pode se abrir para si mesma, e consequentemente, também para o amor.
Hoje Julia se gosta, Julia se ama, passou por muitas transformações -internar e externas- e, mesmo que alguns digam o contrário, Julia é linda.


  Essa crônica é o começo de um projeto que estou fazendo em parceria com a minha amiga Tawani, a cada duas semanas em uma sexta feira (sempre que possível), postaremos um conto ou crônica sobre um tema que escolhermos. O tema dessa semana foi Autoestima, não se esqueçam de ver também a crônica da Taw aqui, está muito boa!
  Desculpem o atraso, era para ter saído sexta, espero que tenham gostado, me contem a opinião de vocês e, caso tenham sugestões para temas, deixem nos comentários

Olá docinhos, tudo bem com vocês?

fonte: Não Me Calo
  Como eu já disse antes, eu não sou a louca das séries, mesmo assim resolvi trazer resenha das que eu assisto para vocês, então eu pensei, por que não trazer também dos animes que assisto?

Nome: Angel Beats
Gênero: Ação, Comédia, Romance, Drama, Sobrenatural
Número de Episódios: 13
Ano: 2010

Sinopse:

  Angel Beats! se passa em um lugar pós-morte, onde o protagonista Otanashi acorda, porém sem memórias. Ele se encontra em um lugar que aparentemente é uma escola, mas na verdade é um meio termo entre o céu e a terra. Otonashi conhece uma garota chamada Yuri (Yurippe), que o convida para juntar-se a SSS-Shinda Sekai Sensen (Frente de Batalha Pós Vida), uma organização que tem como objetivo lutar contra os "Tenshis" (Anjos) e tomar o poder desse misterioso lugar. fonte: anbient.com
fonte: Gyaboo

Olá docinhos, tudo bem com vocês?


  Eu nunca fui muito boa em seguir um tema com maestria, principalmente em um assunto que eu sou tão complicada em desenrolar. Mas, vamos a tentativa:

  No início, eu não sabia exatamente o que escrever, mas então as bochechas fofas e muito vermelhas dela me vieram a mente, dai eu percebi que tinha muito o que escrever.

  Quando nós duas éramos pequenas, bem pequenas mesmo, eu era uma pentelha na vida da minha prima, eu brincava pouco com minha irmã e passava os fins de semana na casa da minha avó. Isso fazia de mim uma criança carente de amigos, também deve ter sido porque sempre fui animada além da conta. Por isso, ela pedia para a mãe mentir e dizer que estava dormindo sempre que eu ligava chamando-a para brincar, talvez isso devesse ao fato de eu sempre querer pegar os ursinhos da Parmalat dela.

  Para ser bem sincera, eu não me lembro o que aconteceu primeiro, essa parte da minha vida parece um grande borrão do qual apenas algumas partes eu me lembro, mas, acredito que ela se mudou de Paranapiacaba antes de tudo acontecer, nas poucas vezes que eu a visitava, jogávamos Campo Minado e eu trapaceava espiando os barcos quando ela ia ao banheiro, mesmo assim, não éramos amigas, éramos primas.

  Quando a tragédia chegou na família, todos passaram a se preocupar comigo de repente, como eu me sentia, se eu precisava de algo, eu era quase o centro das atenções. Respondia com sorrisos e piadas, mas, na maior parte do tempo, ficava sentada olhando para a parede tendo consciência do grande vazio a minha volta.

  Eu também não me lembro como nos aproximamos pela primeira vez, como disse, não lembro me lembro muito dessa época, talvez fosse o fato dela ter seus problemas e de eu ter os meus, eram coisas totalmente diferentes, mas quando a dor é compartilhada ela parece menor.

  Ela foi como uma âncora na minha vida e nos meus problemas, e eu gosto de pensar que a ajudei a superar os seus, mesmo que um pouco. Passávamos as férias inteiras alternando entre ficar na casa uma da outra, aprontando coisas como tentar fazer um bolo de chocolate e quase fazer a mãe dela desmaiar quando chegou na cozinha, ou dançar a noite inteira no quarto como se fossemos duas adolescentes de um filme americano.

  Eu me lembro até hoje quando uma conhecida da minha mãe disse: “eu também era assim com a minha prima, agora nem nos falamos mais.”. Confesso que fiquei morrendo de medo quando ouvi aquilo, mas realmente acreditava que a nossa amizade era mais.

  Já brigamos muitas vezes por motivos que, quando paramos para pensar, parecem idiotas demais para serem levados em consideração, mas nunca conseguíamos ficar bravas por muito tempo, uma sempre cedia.

  Hoje, não nos vemos mais com tanta frequência, também não nos falamos o tempo todo. Mas, ela é uma das poucas pessoas para quem eu digo “eu te amo”, ela é uma pessoa que eu sei que mesmo que fiquemos uma semana sem nos falar ou um ano sem nos ver, o amor continua intacto e do mesmo jeito que era antigamente.

  Eu dei a ela um colar com meio coração em um amigo secreto anos atrás, nele está escrito “melhores amigas” porque eu não encontrei um que estivesse escrito “melhor irmã do mundo”.

Bia, te amo

  Essa crônica é o começo de um projeto que estou fazendo em parceria com a minha amiga Tawani, a cada duas semanas em uma sexta feira (sempre que possível), postaremos um conto ou crônica sobre um tema que escolhermos. O tema dessa semana foi Amizade, não se esqueçam de ver também a crônica da Taw aqui, está muito boa!
  Desculpem o atraso, era para ter saído sexta passada, espero que tenham gostado, me contem a opinião de vocês e, caso tenham sugestões para temas, deixem nos comentários

Olá docinhos, tudo bem com vocês?


  Eu sei que não é a primeira, nem a segunda vez que eu sumo sem dar explicações, mas é exatamente pra isso que eu estou aqui.

  Quem mora em São Paulo (e até mesmo quem não mora) ficou sabendo que teve uma época de frio quase absurdo, após esses tempos, não apenas eu como todos da minha casa (pai, mãe, irmã) pegamos uma gripe muito, muito forte, fui ao médico com febre, tirei sangue e tomei medicamentos (meus braços ficaram roxos por semanas) quando eu finalmente achei que estava bem, a febre voltou e lá fui eu pro médico novamente, tomei duas injeções e tive de tomar antibióticos para pneumonia.

  Por causa disso, eu resolvi dar um tempo de tudo até me recuperar completamente.

  Além disso, há também novidades que eu quero muito contar para vocês, mas vamos esperar dar tudo certo para que vocês possam ver, tá bom?

  Por favor, não desistam de mim